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Enterrada viva porque seu povo achava que ela não tinha alma, foi resgatada no último momento.Depois disso, foi obrigada a viver horrores em sua tribo por três longos anos até que a enfermidade e a rejeição a levaram mais uma vez para a beira da morte... Esta é a históriade Hakani, uma das muitas crianças destinadas a morrer a cada ano entre as mais de 20 etnias brasileiras que ainda praticam o infanticídio. Deficiência física ou mental, ser gêmeo ou trigêmeo, nascer de uma relação extra-conjugal - todas essas são consideradas razões válidas para se tirar a vida de uma criança.
Um número crescente de indígenas estão se levantando para combater essa prática. Mas quando elas procuram ajuda de algumas autoridades brasileiras, eles ouvem que as leis nacionais e internacionais não se aplicam às suas crianças, e que preservar a cultura é mais importante que preservar vidas individuais. Essas atitudes vão claramente contra a Constituição Brasileira e contra a legislação internacional, que declaram que os deireitos da criança jamais podem ser sacrificados pelo bem do grupo.


